quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quando reformular a identidade visual?

Uma das propostas da identidade visual é sintetizar a essência de uma empresa e transmiti-la ao público. A finalidade é mais do que reafirmar a imagem, é também criar um mecanismo de comunicação, uma ferramenta em que o público associa a empresa a inovação, estilo, extravagância, seriedade ou qualquer idéia/característica passível de materialização (no caso, de design).

Mas há também um outro lado, o lado da reformulação/revitalização. Mudanças discretas representam, na maioria das vezes, pouca transformação. Às vezes, a empresa goza de tão boa reputação que receia ousar nas mudanças, temendo que isso mine a identidade até então conquistada.

Contudo, o mundo vem se transformando tão acentuadamente que temos presenciado uma demanda cada vez maior por reformulações de logomarcas. E não nos referimos a pequenos detalhes, e sim à elaboração de um novo conceito. A mensagem por trás disso? Que tal “a tecnologia avança a passos velozes, e nós estamos acompanhando a tendência”?

A proposta desse artigo é incentivar a ousadia, a mudança. Transformações podem representar atualização, algo imprescindível para se inserir no cenário contemporâneo. Mas é importante ter cautela. A mudança deve propor melhorias, crescimento e inovação. Se a imagem anterior tiver melhor aceitação, isso significa que a reformulação perdeu o objetivo. Daí, a importância de pesquisas, de investigar opiniões diversas, tanto de especialistas quando do público a que se destina. E, particularmente, acreditamos que o veto final é dado pelo consumidor.

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